
Nesta linha de actuação, pretende-se consolidar práticas educativas e delinear estratégias de inclusão de públicos específicos, proporcionando-lhes o legítimo acesso a produtos culturais com qualidade.
Neste sentido, em Agosto de 2004 o Museu do Papel apresentou uma candidatura ao Programa Operacional da Cultura, que designou de O Despertar do Museu a Novos Públicos, a qual envolve diferentes segmentos de público, criando-se condições de lazer e formação, a partir da Cultura e da História do Papel.
Partindo sempre do papel, este espaço museológico reinventa-se numa dinâmica educativa com diferentes espaços de aprendizagem, alargando, deste modo, a sua intervenção sócio-educativa e despertando para novos públicos.
Com este objectivo, “O Despertar do Museu a Novos Públicos”, integra as seguintes acções:
E do velho se fez novo: a reciclagem do papel
Pela mão de uma mascote chamada Forminhas, veiculam-se, de forma mais precisa, conhecimentos sobre a reciclagem do papel, proporcionando diferentes aprendizagens num ambiente que lhe é dedicado em exclusivo.
De acordo com o nível etário do grupo, são desenvolvidos, numa atitude pedagógica de “saber fazer”, diferentes conteúdos a partir de um conjunto de suportes e equipamentos diversos.
Destaca-se a narração da história O Engenho da Lourença, a visualização de filmes animados (A Reciclagem do Papel e O Papel Reciclado) e jogos didácticos. Esta oficina integra ainda a produção manual de papel de algodão com a utilização de equipamentos adequados, na cor e dimensão, ao tamanho dos participantes, culminando num momento de expressão criativa.
Tendo como trabalho prévio o levantamento de marcas de água dos aerogramas e a identificação das fábricas portuguesas que os produziram, esta acção visa dar a conhecer o papel dos aerogramas, enquanto suporte de escrita durante a guerra a guerra colonial, valorizando, simultaneamente, a sua importância como transmissores de solidariedade e calor humano num cenário de guerra.
Através de uma oficina móvel de produção manual de papel, pretende-se atingir segmentos de público com limitações de deslocação ao museu, promovendo, com fins terapêuticos, este tipo de produção e desenvolvendo diferentes dinâmicas em espaços exteriores ao museu.
Memórias do papel na primeira pessoa
Partindo da identificação de espaços perdidos do papel, da valorização de “histórias de vida” da arte papeleira e de uma memória colectiva, pela mão das gentes do papel, pretende-se reencontrar espaços e vivências de património industrial, na procura da identificação de culturas subjacentes aos mais significativos pólos papeleiros nacionais.

O sentido do sentir: a importância de um gesto
A partir da valorização do gesto e da força da imagem, proporciona-se o acesso ao conhecimento da História do Papel. Recorrendo a jogos didácticos e promovendo uma oficina de escultura, facilita-se a interiorização de mensagens, de uma forma lúdica, sobre a reciclagem e sobre as diferentes etapas de produção de papel reciclado, no Museu do Papel.
O sentido do sentir: sonoridades e texturas do papel
Privilegiando-se as sonoridades e texturas do papel, pretende-se proporcionar o conhecimento da História do Papel, a partir de uma interiorização - que só o é realmente quando vivenciada por cada um -, das condições técnicas de produção e dos conteúdos da exposição permanente, permitindo uma percepção real do processo de fabrico, a partir de réplicas à escala.







