
Preservação ocupa-se directamente com o património cultural consistindo na conservação dos bens no presente. A manutenção e a limpeza periódica são a base da prevenção.
Conservar é defender os bens culturais da acção de agentes, químicos, físicos e biológicos, que os atacam, dando aos bens um tratamento correcto, sendo necessário uma permanente fiscalização das condições ambientais, manuseio e armazenamento, tendo como objectivo principal prolongar a vida dos materiais.
Restauro tem com objectivo revitalizar a concepção original do objecto. "O restauro é quase uma neurose da perfeição, em que não existe nem mais nem menos", como proferiu um dia a restauradora Marilka Mendes.
Conservar e preservar para não restaurar.
A conservação dos objectos culturais que constituem o espólio do Museu obedece a um documento próprio - Normas e Procedimentos de Conservação Preventiva - elaborado pelo Museu do Papel de acordo com as especificidades identificadas, no qual se definem os princípios e as prioridades da conservação preventiva, da avaliação de riscos, e respectivos procedimentos. Este documento está disponível brevemente.
Normas e Procedimentos
A realização de inspecções e verificações de rotina ao acervo e ao próprio edifício são essenciais para uma conservação preventiva eficaz, evitando-se assim o aparecimento de problemas e deteriorações inesperadas e minimizando-se os danos sobre os bens culturais.
Neste sentido, é importante prevenir de um modo abrangente, identificando causas de alteração e consequentes efeitos agressivos, criando-se condições para que, antecipadamente, se anulem os factores de degradação.
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| Forma de fazer cartuchos (antes e após limpeza) da antiga sacaria António Marques, Lda., Paços de Brandão. Doação de António Marques. | |
A preservação do edifício e das colecções só se garante com uma atitude de observação constante de toda a equipa do museu e um trabalho sistemático de manutenção dos funcionários responsáveis, de forma a salvaguardar o património, na linha do pensamento de Luís Elias Casanovas: “Não são os conceitos que conservam, é o nosso trabalho”.
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| Restauro de laminadora da Fábrica de Papel de Nogueira da Regedoura. Doação de Sociedade Transformadora Papéis Vouga, Lda. |
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Dado que a Conservação Preventiva tem como objectivo principal a prevenção de danos, o museu tem vindo a implementar procedimentos de manutenção e planos de emergência e segurança, bem como práticas de protecção que incluem a monitorização das condições de conservação e ambientais, que visam contrariar os agentes de deterioração que afectam e degradam o seu acervo, nomeadamente, a temperatura, a humidade, a luz, a poluição, as pragas e a acção do Homem.
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| Enfardadeira de papel (antes e após limpeza) da Fábrica de Papel de Luís de Oliveira Santos, Lda. Paços de Brandão. Doação de Luís de Oliveira Santos. |
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No entanto, os níveis de humidade, temperatura e iluminação são ajustados aos diferentes espaços do museu como por exemplo o Centro Documental.
A nível de iluminação e dado que o museu está instalado num conjunto de edifícios do século XIX, com ambiências caracteristicamente sombrias, torna-se necessário recorrer, mesmo durante o dia, a uma iluminação artificial (luz fria) que apesar de não incidir directamente sobre a colecção, é somente utilizada no decorrer das visitas ao museu.
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| Iluminação da Casa do Espande. | Pormenor do Engenho da Lourença, matéria-prima para a produção manual de papel. |
conservacao@museudopapel.org




















